23/06/2026

Kamila Gomes e Rita Leão participam do II Seminário de Valorização da Cultura Africana e Afro-Brasileira no CEU Vila Rubi

 
Mesa de debate sobre Cinema Negro


Em 25 de maio de 2026, Kamila Gomes e Rita Leão, integrantes do Coletivo Janela Aberta de Cinema & Educação, realizaram uma palestra no CEU Vila Rubi com o tema Cinema Negro Brasileiro e Educação Antirracista nas unidades escolares. Em um segundo momento, no mesmo dia, participaram de mediação após a exibição de curtas-metragens, com a presença dos realizadores.

Vamos destacar algumas passagens dessa participação.

Inicialmente, as integrantes do Coletivo Janela Aberta divulgaram sua proposta de trabalho, assim como o funcionamento do Cine-Debate Educação, realizado mensalmente em parceria com o Cine Marquise.

Na sequência, foram apresentados conceitos fundamentais sobre o Cinema Negro, bem como um breve histórico de alguns de seus principais expoentes no Brasil. A importância da Educação Antirracista nas escolas recebeu especial atenção nesse debate.

Kamila Gomes e Rita Leão (palestrantes do Janela Aberta)

Durante a palestra, enfatizou-se a potência do curta-metragem como instrumento educacional e a relevância da representação positiva das pessoas negras nas telas. Também foi destacado o papel imprescindível das políticas públicas, especialmente dos editais de ações afirmativas, que contribuíram para o fortalecimento da presença de homens e mulheres negros no campo da produção audiovisual.

Em seguida, foram exibidos os curtas-metragens:

  • Lá no Alto (2016), de Luciano Vidigal.
  • Neguinho (2019), de Marçal Vianna.
  • Cartas (2025), de Regina Pina – produção coletiva de professores da Rede Municipal de São Paulo.

Após as exibições, iniciou-se uma mesa-redonda com a participação das representantes do Janela Aberta, dos diretores Marçal Vianna e Regina Pina (dos curtas Neguinho e Cartas) e de Tiago Viudes (representando o Festival Entretodos).

O debate foi marcado por trocas de experiências e conhecimentos. Abordaram-se tanto os processos de realização dos filmes quanto as possibilidades de utilização dessas obras em práticas educativas voltadas para a promoção da educação antirracista.

Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação nas redes sociais:

instagram.com/coletivo.janelaaberta/
facebook.com/cinemaeeducacao
site: www.janelaaberta.org

Cinema e Escola: Caminhos para enfrentar as desigualdades étnico-raciais e de gênero

Rita Leão participou da Reunião Pedagógica da EMEF Raul de Leoni


No dia 13 de março de 2026, Rita Leão, integrante do Coletivo Janela Aberta de Cinema & Educação, realizou uma palestra na EMEF Raul de Leoni com a temática Cinema e Escola: Caminhos para enfrentar as desigualdades étnico-raciais e de gênero.

O público, formado por professoras e professores, participou, inicialmente, respondendo a perguntas entregues em filipetas. Esses questionamentos evocavam lembranças de filmes dirigidos por mulheres e de filmes com pessoas negras. Tais memórias funcionaram como um fio condutor, pois favoreceram a construção de conexões com o tema da palestra.

Mereceu destaque a apresentação dos participantes do Coletivo Janela Aberta, cujos trabalhos, desenvolvidos em escolas, constituem experimentos de intersecção entre cinema e educação, os quais são fonte de inspiração para os educadores da EMEF Raul de Leoni. Também foi apresentado o funcionamento do Cine-Debate Educação, realizado mensalmente em parceria com o Cine Marquise. Em seguida, foi exibido o curta-metragem Baile, de Cíntia Bittar (Brasil, 2021, 18 min.). O filme serviu como base para o diálogo sobre a importância da representação das meninas negras nas telas, a partir da narrativa sobre uma família composta por mulheres de baixa renda. O enredo nos conduziu a diversas reflexões, em especial no que se refere à importância da memória, das relações intergeracionais e, sobretudo, da ocupação de espaço na política pelas mulheres. Diferentes pontos de vista e análises foram ouvidos, sem atribuição de hierarquia entre eles. O acolhimento de todas as falas possibilitou aos participantes reconhecer que, ao tratar de uma obra de arte, é fundamental considerar a pluralidade de interpretações.

Equipe da EMEF Raul de Leoni e Rita Leão (Coletivo Janela Aberta)

A manhã na EMEF foi marcada por trocas de experiências e pela reflexão sobre a potência do cinema como um dos instrumentos para enfrentamento das desigualdades étnico-raciais e de gênero na educação.

Para coroar o encontro, Rita fez o convite para o Cine-Debate do dia 29/3, às 11h, no Cine Marquise.

Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação nas redes sociais:









24/11/2025

ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO

A linda trajetória de Toni Venturi
25/11/25 – às 15 h, na Casa da Cidade


Leonardo Medeiros e Débora Duboc em cena do filme O  CABRA-CEGA , de Toni Venturi, de 2004 (Foto: Divulgação)

Neste dia 21 de novembro, Antônio Venturi Neto, carinhosamente conhecido como Toni, estaria completando 70 anos. A segunda edição dos ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO homenageia este grande cineasta que nos deixou tão precocemente, em maio de 2024. 

🗓️ Data: 25 de novembro | terça | às 15h

📌 Encontro com o Cinema Brasileiro Homenagem a Toni Venturi

📍 Local: Casa da Cidade - Rua Rodésia, 398 - Vila Madalena

O projeto ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO teve início em outubro na Casa da Cidade, na Vila Madalena (Rua Rodésia, 398) e consolida a parceria com o Grupo Cinema Paradiso, o Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação e o Instituto Casa da Cidade. Por enquanto, o projeto será mensal, às terças à tarde, das 15h às 17h. A primeira edição, em outubro de 2025, abordou a obra de Ugo Giorgetti e seu olhar sobre a cidade de São Paulo.

Toni Venturi foi um cineasta muito coerente e engajado nas lutas sociais. Sua obra abordou várias questões importantes, como a saúde pública, o problema da falta de moradia digna em nossa cidade, mas especialmente em relação à Educação, Toni realizou lindos filmes. Durante o isolamento provocado pela pandemia, em 2020, o Coletivo Janela Aberta contou com sua presença em um debate virtual do cineclube de educadores da região de Pirituba/Jaraguá, discutindo o filme Vocacional – Uma Aventura Humana (2011). Sua generosa presença sensibilizou muito as/os educadoras/es presentes, a ponto do coletivo escolher outro documentário codirigido por ele (e Val Gomes) que tinha acabado de estrear Dentro da Minha Pele (2020), para outra sessão do cineclube. No âmbito da educação, Toni realizou também o documentário Paulo Freire Contemporâneo (2006), disponível no canal da TVT no youtube, atualizando o pensamento do grande mestre, em várias áreas do conhecimento, percorrendo várias regiões do Brasil. 

Este evento terá entrada franca, mediante inscrição no link abaixo:

Mais informações, entre em contato com Cláudia Mogadouro (11) 96349-7773.


Sobre Toni Venturi:

Nascido em São Paulo, em 1955, estudou na Escola Vocacional do Brooklin. Formou-se em Artes Visuais pela Ryerson University de Toronto, Canadá. Seu primeiro documentário longa-metragem O Velho, A História de Luiz Carlos Prestes (1997), ganhou o prêmio de melhor filme brasileiro na segunda edição do Festival É Tudo Verdade. Seu primeiro longa de ficção, Latitude Zero (2001) foi selecionado para a seção Panorama do Festival de Berlim e para a mostra World Contemporary Cinema do 26º Festival de Toronto. Como presidente da APACI, Associação Paulista de Cineastas (2002), articulou a criação do prêmio de fomento Sabesp do Governo do Estado de São Paulo. Junto com o setor, esteve à frente da criação da Spcine, empresa municipal de cinema de São Paulo, em 2014. Sócio proprietário da Olhar Imaginário, casa de produção criada em 1996 que atende o mercado independente de cinema, comunicação social e séries para a televisão. 

Filmografia selecionada:
  • Dentro da minha pele (2020) – codireção Val Gomes
  • A Comédia Divina (2017). Previsão de lançamento: setembro de 2017.
  • João Gonçalves, Forte e Poderoso (2016). Exibido nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
  • Estamos Juntos (2011). 20 prêmios em festivais de cinema e prêmio da crítica no 15º Cine PE 2011.
  • Rita Cadilac, A Lady do Povo (2010).
  • Paulo Freire, Contemporâneo (2007).
  • Dia de Festa (2006). 4 prêmios em festivais de cinema e menção honrosa da ABD no 11º Festival É Tudo Verdade.
  • Cabra-Cega (2004). 25 prêmios em diversos festivais, dentre eles, seis no 37º Festival de Brasília de 2004, melhor filme latino no 3º Syracuse International Film Festival de 2006 e menção honrosa no 11º KeralaInternational Film Festival 2005.
  • No Olho do Furacão (2003). Prêmio especial do júri da 30º Jornada da Bahia.
  • Latitude Zero (2001). 15 prêmios em festivais nacionais e internacionais, selecionado para a seção Panorama do 51º Festival de Berlim e para a World Contemporary Cinema do 26º Toronto InternationalFilm Festival de 2002.
  • O Velho, AHistória de Luiz Carlos Prestes (1997). 3 prêmios em festivais, melhor filme no 2º Festival É Tudo Verdade e prêmio APCA 1997.
  • Guerras (1987). Curta-metragem.
  • UnderTheTable (1984). Curta-metragem. Prêmio de melhor filme de estudante do Canadá no Festival de Montreal de 1984.
Fonte: Portal Filme B.

20/10/2025

ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO

A cidade de São Paulo no cinema de Ugo Giorgetti
28/10/25 – às 15 h, na Casa da Cidade



Cena do filme O  PRÍNCIPE , de Ugo Giorgetti, de 2002 (Foto: Divulgação)

Neste mês de outubro, terá início o projeto ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO que vai homenagear sempre um (a) cineasta, abordando o conjunto de sua obra, com exibição de alguns trechos de filmes e muita conversa boa sobre nosso Cinema.

Muito se falou sobre a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, em 2024, que nos trouxe um Oscar. Não há dúvida de que esse “despertar” para o cinema brasileiro é positivo, mas, na verdade, faz tempo que temos reconhecimento internacional e é muito urgente que o público brasileiro conheça mais profundamente nossas obras e nossos (as) cineastas.

O projeto ENCONTROS COM O CINEMA BRASILEIRO estreia na Casa da Cidade, na Vila Madalena (Rua Rodésia, 398), no dia 28 de outubro e consolida a parceria com o Grupo Cinema Paradiso e com o Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação. Por enquanto, o projeto será mensal, às terças à tarde, das 15h às 17h.

Estão programados dois encontros para este ano.

28/10 – A cidade de São Paulo no cinema de Ugo Giorgetti

25/11 – Homenagem a Toni Venturi


Para participar, é preciso fazer a inscrição, no link abaixo:
https://forms.gle/CCdwX8aHzczFHhLi7

A taxa de adesão é de R$ 30,00, com desconto de 20% (portanto, R$ 24,00) para pessoas associadas ao Grupo Cinema Paradiso, à Casa da Cidade ou professores (as) da rede pública.

Mais informações, entre em contato com Cláudia Mogadouro (11) 96349-7773.


Sobre Ugo Giorgetti:

Nascido em São Paulo, em 1942, veio do meio publicitário para se lançar no cinema a partir da década de 1970, com dois curtas metragens sobre bairros de São Paulo: Bairro dos Campos Elísios (1973) e Rua São Bento, 405, Prédio Martinelli (1975). O primeiro longa-metragem que realizou teve início em 1977, mas só foi lançado em 1986: Quebrando a Cara, sobre o pugilista Éder Jofre.

Seus filmes de ficção começam na década de 1980, mas ele também continuou dirigindo documentários e filmes para televisão. Giorgetti também é roteirista de seus filmes e assina a produção de alguns. Os filmes em que assina a direção, desde a década de 1980 são:

  • Jogo Duro (1985)
  • Festa (1989)
  • Sábado (1995)
  • Boleiros – Era uma vez o futebol (1998)
  • Uma outra cidade (2000)
  • O Príncipe (2002)
  • Variações sobre um Quarteto de Cordas (2004) – doc vídeo
  • Pizza (2005) – documentário
  • Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos (2004)
  • Paredes Nuas – filme para TV (2009)
  • Solo (2010)
  • México 1968 – A Última Olimpíada Livre - filme para TV
  • Cara ou Coroa (2012)
  • A Cidade Imaginária (2014)
  • Uma Noite em Sampa (2016)
  • Dora e Gabriel (2020)
  • Paul Singer – uma Utopia Militante (2021)

Uma das razões pelas quais a obra de Ugo Giorgetti foi escolhida para o início deste projeto é a representação crítica e, ao mesmo tempo, amorosa da cidade de São Paulo em seus filmes. E este será o recorte do debate no dia 28 de outubro.

Não serão exibidos filmes na íntegra, apenas trechos.

Vários de seus filmes podem ser assistidos gratuitamente na plataforma SPCine Play.

Serviço:

Evento: Encontros com o Cinema Brasileiro – a cidade de São Paulo no cinema de Ugo Giorgetti
Local: Casa da Cidade – Rua Rodésia, 398 – Vila Madalena
Investimento: R$ 30,00, com possibilidades de descontos
Inscrição: https://forms.gle/CCdwX8aHzczFHhLi7

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil

Exibição seguida de roda de conversa com a cineasta
Carla Camurati e a produtora Bianca De Felippes

Parceria do Clube do Professor e Coletivo Janela Aberta promove a exibição do filme, em sessão gratuita, no sábado, 20 de setembro, às 11 h

Cartaz original de ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brasil’, assinado pelo designer Gringo Cardia

'Carlota Joaquina, Princesa do Brasil' de Carla Camurati, de volta aos cinemas 30 anos após seu lançamento!

O Espaço Petrobras de Cinema, através do projeto Escola no Cinema e Clube do Professor, retoma a parceria de sucesso com a Copacabana Filmes e inaugura uma parceria com o projeto Janela Aberta, cinema e educação.

No dia 20 de setembro, na sessão do Clube do Professor SP, o longa será exibido seguido de roda de conversa com a diretora Carla Camurati e a produtora Bianca De Felippes. A mediação será de Cláudia Mogadouro, criadora e coordenadora do Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação, historiadora com especialização, mestrado e doutorado pela ECA-USP, formadora audiovisual de Professores da rede municipal de SP e da rede municipal de Campinas, criadora e coordenadora do Grupo Cinema Paradiso, desde 1995.

Marco da Retomada do Cinema Brasileiro nos anos 1990, ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brasil’ completa 30 anos em 2025 e retorna aos cinemas, em cópia remasterizada em 4K, reafirmando sua atualidade e potência criativa. Ousado e irreverente, o primeiro longa dirigido por Carla Camurati e produzido por ela e por Bianca de Felippes conquistou o público com sua crítica bem-humorada à formação do Brasil, aliada a uma linguagem estética inovadora.

A diretora Carla Camurati, que assina também o roteiro ao lado de Melanie Dimantas, destaca o humor, a ironia e a liberdade estética como marcas da obra, que convida o público a refletir sobre as origens do Brasil. “‘Carlota Joaquina, Princesa do Brasil’ fala com leveza de um país erguido sobre privilégios, acordos de conveniência e relações de poder — temas que, infelizmente, ainda ecoam na nossa realidade. O filme se reafirma como um retrato provocador da nossa história, mas também como um espelho, por vezes desconfortável, do presente”. Camurati celebra não apenas os 30 anos do filme, mas também a oportunidade de ver sua primeira obra como diretora de volta às telonas: “É uma emoção profunda saber que meu primeiro longa vai reencontrar o público no cinema. Revendo-o hoje, percebo que continua pulsando com força surpreendente. A crítica e o tom satírico, que já eram ousados na época, talvez sejam ainda mais compreendidos pelas novas gerações. Vai ser lindo ver jovens, professores e famílias descobrindo — ou revendo — o filme no cinema, que para mim segue sendo o espaço ideal para a experiência coletiva da arte”

A narrativa se passa entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Aos dez anos, Carlota Joaquina é prometida a João, de Portugal. Talentosa e instruída, a jovem princesa é aprovada pela corte espanhola e enviada a Lisboa, onde se depara com um destino bem menos glamouroso que o retratado nos quadros e protocolos da nobreza. João, de temperamento introspectivo, prefere o canto sacro e o cultivo de flores à companhia da nova esposa. Com a morte do príncipe herdeiro e o agravamento da saúde mental da rainha D. Maria I, o casal acaba elevado ao trono português. Em meio às turbulências provocadas pela Revolução Francesa e pelas ameaças de invasão napoleônica, a corte portuguesa realiza uma fuga histórica e silenciosa para o Brasil — episódio que marca uma reviravolta no destino da colônia e dá origem a uma nova fase da história luso-brasileira.


Direção de Carla Camurati, Brasil, 1985, ficção, cor, 100min, 12 anos

“Queríamos comemorar a data redonda de ‘Carlota Joaquina’ e tivemos a sorte de celebrar os 30 anos da Retomada em um momento histórico para o cinema brasileiro, com a conquista do Oscar. De ‘Carlota’ a ‘Ainda Estou Aqui’, foi uma longa travessia. Esse relançamento é uma forma de contar essa história — e a emoção de ver o filme em 4K, na tela grande, é insubstituível”, afirma a produtora Bianca de Felippes. 


Serviço

Evento: Exibição do Filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (Brasil, 1995, 100 min), com debate, em seguida.

Onde: Espaço Petrobrás de Cinema – Rua Augusta, 1.475/1.470 – Cerqueira Cesar – São Paulo/SP – Sala 1

Quando: 20/09/2025, sábado

Horário: 11 h

Entrada Franca (sujeita à lotação)